terça-feira, 10 de abril de 2012

Mulheres e Infarto Agudo do Miocárdio


Muitas mulheres sabem sobre o risco de câncer de mama, mas, na verdade, têm 10 vezes mais probabilidade de morrer de doença cardiovascular. Enquanto 1 em 30 mortes se dá por câncer de mama, 1 em 2,5 mortes é causada por doença cardíaca.

As mulheres não parecem se sair tão bem quanto os homens depois de tomar medicamentos para dissolver coágulos no sangue ou depois de ser submetidas a procedimentos médicos relacionados com o coração. Das mulheres que sobrevivem a um infarto do miocárdio, 46% ficarão incapacitadas por insuficiência cardíaca no prazo de 6 anos. Em geral, a taxa de doença das artérias coronárias (DAC) está se elevando entre as mulheres e caindo entre os homens. Os homens desenvolvem DAC numa idade mais baixa do que as mulheres, mas as mulheres compensam isso depois da menopausa. As mulheres afroamericanas têm uma taxa de mortalidade 70% mais alta por DAC que as mulheres brancas. Portanto, sempre que fizer um rastreamento de dor no peito, tenha em mente a demografia: homens e mulheres mais velhos, mulheres em pós-menopausa e mulheres negras tem o risco mais alto.

O diabetes isoladamente traz um risco maior do que qualquer outro fator em predizer problemas vasculares nas mulheres. As mulheres com diabetes têm uma probabilidade sete vezes maior de apresentar complicações cardiovasculares, e cerca de metade delas morrerá de (DAC). Estudos tem mostrado que as mulheres e homens realmente diferem nos sintomas de DAC e na maneira pela qual apresentam infarto agudo do miocárdio . As mulheres apresentam sintomas de DAC que são mais sutis e "atípicos", em comparação aos sintomas tradicionais, como angina e dor no peito.

Um dos sinais primários mais importantes de DAC nas mulheres é a fadiga episódica intensa sem explicação e fraqueza associada à diminuição da capacidade de executar as atividades normais da vida diária. Como fadiga, fraqueza e problemas para dormir são tipos gerais de sintomas, não são facilmente associados a eventos cardiovasculares e, muitas vezes, passam despercebidos pelos provedores de assistência à saúde no rastreamento de doença cardíaca. Sintomas de fraqueza, fadiga e dificuldade para dormir e náuseas têm sido relatados como ocorrência comum até 1 mês antes do desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio em mulheres .

A dor clássica da DAC geralmente é subesternal e se caracteriza por uma sensação de esmagamento, pesada, que aperta, comumente ocorrendo durante emoção ou esforço físico. A dor da DAC nas mulheres, contudo, pode variar grandemente daquela experimentada pelos homens A redução do risco nas mulheres enfoca alterações do estilo de vida, como abandono do tabagismo, redução de gorduras na dieta, dieta pobre em colesterol, aumento do consumo de ácidos graxos ômega-3. aumento do consumo de frutas, verduras e legumes, grãos integrais, limitação de sal e álcool e aumento dos exercícios e da perda de peso. Se a mulher tiver diabetes, será extremamente importante o controle rígido da glicemia.

Fonte:
SNYDER Godman, Diagnóstico Diferencial em Fisioterapia,4° ed., Editora Elsevier, Rio de Janeiro,2010.
Foto: saude.ig.com.br 

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