terça-feira, 17 de julho de 2012

Avaliação da crepitação do ombro


A crepitação é detectada no exame físico ou relatada pelo paciente, pode resultar de bursal patológica ou contato anormal de osso com osso, pode ser assintomática ou associada a dor. São utilizadas ausculta e palpação para avaliar a localização e natureza da crepitação.

Crepitação subacromial é melhor avaliada pela colocação de um mão sobre a parte superior do ombro e usando a outra mão para variar passivamente os movimentos da articulação glenoumeral. ADM passiva é muitas vezes mais eficaz na reprodução de crepitação do que ADM ativa, porque o manguito rotador não está pressionando a cabeça do úmero, e permite que a cabeça do úmero seja trazida para a superfície inferior do acrômio, onde a bursa subacromial pode ser compactada. Além disso, uma contração ativa do músculo deltóide pode impedir palpação de crepitação que ocorre nos tecidos mais profundos.

Crepitação escapulotorácicas geralmente resulta de bursite ou cicatrizes na região supero, infero-medial da bursa, ou superfície profunda do corpo da escápula. Crepitação envolvendo a articulação escapulotorácica é geralmente melhor avaliada por movimento escapular ativo realizado pelo paciente que geralmente sabe como reproduzir a crepitação.

Embora crepitações mais sutis só possam ser palpáveis, crepitações escapulotorácicas são muitas vezes audíveis porque a cavidade torácica amplifica o som da crepitação,.

Crepitação glenoumeral, na maioria das vezes está relacionada com a perda de cartilagem articular na artrite, e é melhor reproduzida pela ADM ativa do ombro contra a resistência. Avaliação com ADM resistida ativa é melhor do que a passiva devido o maior contato e compressão geradas através da articulação glenoumeral com a contração muscular ativa em relação à observada durante o movimento articular passivo. Ao palpar sobre o ombro superior ou anterior, as crepitações produzidas por contato osso com na artrite é geralmente mais grosseira do que a produzida por patologia da bursa.

ROCKWOOD JR ; MADSEN FREDERICK, The Shoulder, Fourth Edition, Elsevier,2009 
  
veja: Luxação Traumática do Ombro
Tendinite da cabeça longa do bíceps


Original Version

Crepitus

A patient’s perception of crepitus around the shoulder is rarely seen without other associated symptoms. Chronic rotator cuff tendinitis and chronic inflammation of the subacromial bursa can result in a crunching sensation and cause the patient to report a noise coming from the
shoulder. Because these are inflammatory conditions, they are nearly always associated with some perception and complaint of pain as well. Scapulothoracic bursitis and snapping scapula syndrome can cause a painful crunching sensation in the patient’s upper chest posteriorly
when the patient elevates the arm. This usually is also associated with some pain.
Following surgery for rotator cuff repair, patients often become aware of painless crepitus in the subacromial space. Although the exact etiology remains unclear, it is likely related to the regeneration of the bursa that had been excised as part of the initial surgical procedure. It
seems to become most apparent during physical therapy rehabilitation at about the sixth week and can linger for several months. Although patients predictably hear the crepitus and perceive the vibrato, only rarely is there an accompanying complaint of pain.
Other intra-articular processes can cause noise to be perceived in the shoulder. Minor subluxations may be perceived as a thunk; labral tears similarly can cause a low-frequency noise that a patient either hears or feels.
Chasing down noises and their specifi c causes can be frustrating and elusive. Fortunately, many other history and physical examination features offer substantive clues as to a correct diagnosis.

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