quinta-feira, 26 de julho de 2012

Interpretação dos exames laboratoriais clínicos Parte II


Contagem de hemácias

A contagem de hemácias ou eritrócitos ajuda a determinar a capacidade do sangue em transportar oxigênio.

Contagem de hemácias baixa é denominada de anemia e sugere que a produção de hemácias  pela medula óssea está inadequada ou que ocorreu uma perda excessiva de sangue. Nestes casos a capacidade de transporte de oxigênio do sangue está reduzida e provavelmente o paciente apresente hipóxia.

Uma contagem de eritrócitos anormalmente elevada é conhecida como policitemia. Ela  ocorre com frequência quando a medula óssea é estimulada a produzir eritrócitos extras em resposta a níveis de oxigênio cronicamente baixos no sangue(policitemia secundária). A policitemia ajuda a evitar os efeitos colaterais negativos de uma PO2 sanguínea reduzida por meio do aumento da capacidade de transportar oxigênio no sangue.

Níveis de hemoglobina e hematócrito

Pacientes com uma concentração inadequada de hemoglobina terão eritrócitos menores que o normal (micrócitos). A anemia micrócita e hipocronica sugere  que a capacidade de transporte de oxigênio no sangue está reduzida por causa de uma concentração inadequada de hemoglobina.

O nível de hematócrito é a relação do volume de hemácias em relação ao volume de sangue total. Ele é determinado por meio de centrifugação de uma amostra de sangue. A porção da amostra representada pelos elementos figurados compactados  é o hematócrito. Hematócrito baixo é sinal de anemia, uma leitura alta é policitemia. O nível de hematócrito reflete o estado de hidratação do paciente. A desidratação aumenta e a hiper-hidratação diminui o hematócrito.

A relação do hematócrito para hemoglobina é geralmente de 3:1

Contagem de plaquetas

O hemograma completo registra o número de plaquetas circulantes (tromboplastídeos), os quais são os menores elementos figurados do sangue e são importantes para coagulação. Uma redução significativa na contagem de plaquetas (trombocitopenia) ocorre em doenças da medula óssea ou na coagulação intravascular disseminada. Uma baixa contagem de plaquetas faz com que o paciente hematomas facilmente e o coloque em risco maior de hemorragia. Outros estudos como o tempo de protrombina (TP), fornecem informações adicionais  sobre a capacidade de coagulação do sangue.

Os terapeutas respiratórios precisam avaliar a capacidade de coagulação do sangue em pacientes que irão realizar uma gasometria arterial (GA) ou que estão sendo submetidos a aspiração nasotraqueal. Para realização da gasometria os pacientes com  uma contagem anormalmente baixa de plaquetas ou um TP elevado precisarão ter um local de punção comprimido por um tempo maior após a obtenção da amostra de sangue arterial para prevenir a hemorragia. Pacientes com contagem extremamente baixas devem realizar punção arterial ou serem aspirados apenas quando for essencial, em virtude do risco de hemorragia.


WILKINS R., STOLLER J., KACMAREK R., Egan: Fundamentos da Terapia Respiratória,9° ed. Editora Elsevier, Rio de Janeiro,2009 

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