domingo, 8 de julho de 2012

Problemas Provocados pelo uso de Salto Alto


Nas mulheres que costumam usar saltos muito altos, os joelhos tendem a ser constantemente flexionados, os quadris manterem-se com uma lordose lombar aumentada. Há também mais riscos para coluna torácica e cervical, devido ao aumento da cifose torácica e lordose cervical como um mecanismo compensatório. Isto altera o equilíbrio e evita que seja mantido o tonus normal nos músculos posturais. Esta postura anormal provoca desgaste nas articulações, a partir da área occipital até os pés.

O uso de chinelos sem salto alonga todos os tecidos moles na região lombar e da perna  alongando o nervo ciático (que estimula radiculite), aumentando o trabalho da região lombar . Os efeitos do salto alto,variam de acordo com o grau de movimento do tornozelo e estado postural do indivíduo. Se houver um bom grau de flexão plantar, o pé pode ficar confortável com saltos altos, sem esforço excessivo para região lombar, sendo as tensões absorvida pelos tecidos do pé e perna. Quando a flexão plantar é limitada, os joelhos não serão capazes de estender completamente ao usar saltos altos, o que fará o corpo inclinar-se para frente com os joelhos fletidos com diminuição da lordose. "

Pé , pelve, e coluna vertebral flexíveis toleram os impactos impostos pelo salto ao corpo, músculos rígidos e encurtados tem menor capacidade de se adaptarem aos efeitos provocados pelo uso de salto alto o que leva a um aumento da sobrecarga no corpo.

Braggins (2000) sugere que pode haver um benefício real no uso de saltos altos em pessoas com músculos da panturrilha encurtados, enquanto Kendall et al. (1993) fala que em algumas mulheres com condições dolorosas no arco longitudinal poderiam se beneficiar de usar sapatos com um salto médio . No entanto, recomendamos o leitor a considerar plenamente todas as opções alternativas, que consistem examinar (e tratar, se necessário) pontos-gatilho e desalinhamentos ósseos, fortalecer os músculos hipotônicos e utilizar estratégias adequadas para alongar lentamente os músculos encurtados, ao invés de consolidá-los em seu estado disfuncional. Além disso, pode ser benéfico colocar temporariamente para a correção dos pontos fracos do arco ou outros patologias do pé Modificação devido ao uso de salto alto

Ao aumentar a altura do calcanhar, o centro de gravidade desloca para trás. Quando se eleva o calcanhar ligeiramente superior a 1 cm acima da base do pé, o salto é levado a uma tangente com o tendão calcãneo . O salto alto, conforme habitualmente é utilizado, tendem a encurtar os músculos do compartimento póstero-lateral e alongar os músculos da face anterior da perna.

Quando os saltos são elevados, a carga muda o peso do corpo para a frente ao longo da superfície plantar do pé. Com o uso de um salto médio, o peso corporal cai mais sobre as cabeças dos metatarsos, o que aumenta a pressão sobre os tecidos que se encontram abaixo deles, e esta por sua vez, em muitas vezes conduz ao desenvolvimento de calos, bem como a produção de tensão nos ligamentos da área transversal, o que pode levar a pés planos (perda de arcos transversais). 

O pé de deslizando para a frente no sapato alto pode levar à deformação considerável na a posição dos dedos, especialmente quando elas são aglomeradas e tem restringido o espaço entre elas. A posição valga do primeiro metatarso e a formação de joanetes, dedo em martelo e dedos em garras dentre outras deformidades adquiridas resultantes da escolha de calçado inadequado pode afetar o conforto dos pés e padrões de marcha em geral.

Sapatos de plataforma ou sola de cunha inflexíveis pode produzir tensões complexas, com alterações provenientes da biomecânicas da marcha A necessidade mais biomecânica mais óbvia que a pouca flexibilidade deste tipo de sapato provoca é impedir que as cabeças dos metatarsos flexionem durante o balanço do antepé levando a pelve e os quadris realizarem grande parte do restante dos movimentos. A impossibilidade de flexionar os dedos podem provocar lesoes nos joelhos , quadris e região lombar.

CHAITOW LEON Aplicacion Clínica de Las Técnicas Neuromusculares, tomo II, editorial Paidotribo,Bandalona, Espana, 2006

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