terça-feira, 24 de julho de 2012

Relaxamento do músculo Trapézio


Etimologia Grego, trapezium, uma mesa, do tetra, quatro + pous, pe.

Resumo

O m. trapézio (Fig. 3-48) cobre um vasto território e desempenha uma ampla variedade de funções. Embora seja um músculo importante da parte posterior do pescoço, também é um músculo do ombro e do dorso. Os problemas no m. trapézio podem causar muita dor e desconforto. Esse é o músculo comumente envolvido em "massagens" informais feitas por amigos, porque é muito acessível e porque sua terapia manual proporciona um imenso alívio.
Para a maioria das pessoas, ele é o principal depósito da tensão do dia-a-dia.
O m. trapézio é localizado mais superficialmente que os demais músculos da parte posterior do pescoço, dos ombros e da região cervical. Portanto, o exame e o tratamento de outros músculos da região envolvem inerentemente o exame e o tratamento do m. trapézio. E importante conhecer suas fixações, ações e padrões de referência da dor, por causa do papel importante que ele cumpre na dor e na disfunção da parte superior do corpo.
Em geral, o exame e o tratamento da porção cervical do m. trapézio são realizados por meio do exame e do tratamento de outros músculos da nuca. O mesmo se aplica às porções do m. trapézio médio acima e ao redor da escápula.








Área de referência da dor

Os pontos-gatilho da parte do m. trapézio superior que recobre o ombro desencadeiam a dor referida para o pescoço até o processo mastóide e acima da orelha até a região temporal; e também para o ângulo mandibular.

Os pontos-gatilho das partes transversa e ascendente do m. trapézio desencadeiam a dor referida para a região posterior do pescoço na base do crânio, atravessando a região posterior dos ombros e entre as escápulas.

Os pontos-gatilho da parte transversa do m. trapézio, principalmente na direção da extremidade lateral próximo do acrômio, desencadeiam a dor referida para a superfície lateral do membro superior, proximal e inferior ao cotovelo.









Outros músculos a examinar

Todos os músculos posteriores e laterais do pescoço, da região cervical e
ao redor da escápula.

Terapia manual

DESLIZAMENTO PROFUNDO EM FAIXAS

O paciente deita-se em decúbito ventral.

Fique em pé atrás da cabeça dele e coloque uma das mãos no ombro, na base
do pescoço, com os dedos apontando no sentido inferior.

Usando o peso do corpo, pressione o tecido firmemente, deslizando a mão para a parte inferior entre a coluna vertebral e a escápula até o final da coluna torácica, transmitido seu peso principalmente através da eminência tenar (Fig. abaixo).




Coloque a mesma mão ou a outra - a que seja mais confortável - na porção de
início do deslizamento.

Usando o mesmo movimento e o peso do corpo, e trocando a posição dos pés
de forma que o seu peso siga o movimento da mão, deslize a mãodiagonalmente ao longo do dorso, dentro da margem medial da escápula,
passando pelo ângulo escapular inferior.

Coloque as eminências da mão oposta na parte lateral das vértebras cervicais
inferiores.

Pressionando firmemente, deslize a mão sobre a região superior da escápula,
continuando até o acrômio (Fig. 3-50).







Repita o procedimento no lado oposto.

AMASSAMENTO POR COMPRESSÃO

Com o paciente em decúbito ventral, fique em pé ao lado do cotovelo dele, de frente para a cabeça.

Coloque as mãos perto do ombro, na parte descendente do m. trapézio.
Comprima e empurre o tecido, primeiro com uma das mãos e depois com a outra, começando suavemente e aumentando a compressão gradualmente à medida que o tecido relaxa.

Para terminar, segure o músculo com uma das mãos e agite-o várias vezes.
Passe para o outro lado e repita o procedimento.


AMASSAMENTO POR PINÇAMENTO

Com o paciente em decúbito ventral, fique em pé ao lado do cotovelo dele, de frente para a cabeça.

Coloque a mão mais próxima da cabeça do paciente na parte descendente do m. trapézio.

Segure-o firmemente entre os dedos e o polegar e mantenha. Comece com uma preensão suave,avaliando o tecido, e aumente-a gradualmente à medida que o tecido relaxa (Fig. 3-51).









Alterne a preensão do tecido com um movimento do polegar e dos dedos para a frente e para trás.

CLAY JAMES H., POUNDS DAVID M., MA, BS Massoterapia Clínica Integrando Anatomia e Tratamento, 1 edição, Ed Manole, São Paulo,2003



 

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Se você tiver uma disfunção no estômago não adianta tentar liberar, tem que tratar o estômago antes.

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