sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Doença de Legg-Calvé-Perthes (osteocondrite dissecante)


É uma disfunção do quadril da criança, a incidência varia de forma considerável de lugar para lugar. Existe  a evidência  epidemiológica, histológica e radiográfica significativa para sustentar a teoria de que a doença é , provavelmente, a manifestação local de uma disfunção generalizada da cartilagem epifisária no fêmur proximal devido ao seu suprimento sanguíneo incomum e precário.

Sua causa definitiva permanece desconhecida. A maioria das teorias envolvem complicações vasculares, com episódios repetidos de infartos e anormalidades subsequentes.
O inicio é gradual e o curso é prolongado por um período de vários anos. O sinal inicial é a claudicação. A criança pode ser menor que o esperado para sua idade pode haver um leve arrastar de perna e ligeira atrofia dos músculos da coxa. Um sinal de trendelemburg positivo é visto com frequência. Pode haver um dedo lateralizado para fora da extremidade envolvida.

Queixas 

  • Dor vaga na virilha que irradia para coxa medial e região interna do joelho
  • Espasmos musculares
  • Redução da abdução e rotação interna do quadril
  • Contratura na flexão e abdução do quadril
Existe discordância, nos casos mais graves , a respeito  de se a intervenção cirúrgica ou a conservadora é mais benéfica. Em estudos de revisão a longo prazo, é aparente que os resultados  melhoram com o passar do tempo. A maioria dos pacientes (70% a 90%) torna-se ativa e livres da dor seja qual for a intervenção. O prognóstico é muito melhor se não houver colapso da cabeça do fêmur . um aspecto importante da intervenção é o refreamento da  cabeça do fêmur no acetábulo. Isso é assegurado mantendo-se  o quadril em abdução e rotação interna  suave por um período prolongado, mediante um suporte Scottish-Rite de Atlanta. Embora este mantenha o quadril em abdução, permite cerca de 90 graus de flexão isso proporciona liberdade para que o paciente corra e ande de bicicleta enquanto usa o suporte. Vale a pena observar que  o tratamento com abdução forçada pode  levar ao dano da epífise lateral. As vantagens da intervenção cirúrgica para o controle da cabeça  do fêmur são menor tempo de restrição de movimentos, um controle mais permanente e talvez a remodelagem melhorada da cabeça do fêmur.  

DUTTON MARK, Fisioterapia Ortopédica: exame,avaliação e intervenção, segunda ed. Ed Artmed, Porto Alegre, 2010

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